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Exportações de Paranaguá crescem 42,45% em agosto
18/09/2009 - Com uma movimentação de 2,3 milhões de toneladas, Paranaguá registrou incremento de 42,45% nas exportações de agosto contra o mesmo período de 2008, quando os embarques atingiram 1,6 milhão de toneladas. Tamanha expansão é atribuída a granéis sólidos como milho e soja.
A movimentação de milho do porto cresceu 157,91%, somando 267,8 mil toneladas, muito semelhante ao resultado da soja, que teve alta de 154,52%, embarcando 361,3 mil toneladas, seguida por açúcar e farelo, com 55,83% e 42,99%, respectivamente.
Quando relacionadas ao mês de julho, as vendas externas de soja decresceram 18,8%. Entretanto, nos oito meses do ano, os embarques elevaram-se 24,4% comparados ao resultado de 2008, totalizando 4,6 milhões de toneladas.
O engenheiro agrônomo do Deral (Departamento de Economia Rural) da Secretaria de Estado da Agricultura e Abastecimento, Otmar Hubner, avalia que apesar de exportar bem, os produtores foram fechando as vendas da soja de forma mais lenta, esperando que o preço melhorasse. "Como essa expectativa não se confirmou - havendo inclusive queda em julho em relação a junho -, os produtores decidiram acelerar a comercialização em agosto, temendo novo recuo no preço", observou.
Hubner atribui o resultado à ofensiva da China no mercado internacional nesse setor, o que teve maior influência no desempenho das exportações de soja em agosto.
O mercado chinês é o principal comprador da soja exportada pelo Porto de Paranaguá. Das 4,3 milhões de toneladas embarcadas de janeiro a julho (os dados de agosto em relação a mercados ainda não estão consolidados), 2,2 milhões de toneladas tiveram como destino o país asiático.
Quanto às exportações de milho, a engenheira agrônoma do Deral, Margorete Demarchi, pontua que o aumento nas vendas externas teve o estímulo da Conab (Companhia Nacional de Abastecimento) ao realizar leilões para escoar a produção principalmente do Mato Grosso. "O governo federal interveio bastante e continua sinalizando com novos leilões para o escoamento, pois a região Centro-Oeste teve uma safra recorde e não tem capacidade de estocagem", concluiu.
Fonte: Guia Marítimo - 18/09/2009